quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Distúrbios alimentares


Os distúrbios alimentares são responsáveis pelos maiores índices de mortalidade entre todos os tipos de transtornos mentais, ocasionando a morte em mais de 10% dos pacientes.
A grande maioria - mais de 90% - daqueles que sofrem de transtornos alimentares são mulheres adolescentes e jovens. Uma das razões pelas quais mulheres dessa faixa etária são mais vulneráveis a esses transtornos é a tendência de fazerem regimes rigorosos para obterem a silhueta "ideal".
Falaremos de cada um deles agora. Leia com atenção e, ao se identificar com algum deles, procure um especialista.


Anorexia nervosa


É muito bom redescobrir as formas do corpo à medida que o ponteiro da balança começa a descer, mas tem gente que, mesmo sem nunca ter sido gorda, alimenta um desejo obsessivo de ficar magérrima!

O problema é que essas pessoas não ficam só na vontade de emagrecer. Elas desenvolvem um tipo de rejeição à comida que as faz perder o controle. Isso é a anorexia nervosa, uma disfunção que pode aparecer sozinha ou em parceria com a bulimia (compulsão pela comida, seguida de culpa que faz a pessoa utilizar métodos de expulsão do que comeu, de seu corpo).

A rejeição à comida (anorexia, com incidência de 1%) é classificada como um transtorno alimentar e suas vítimas são quase sempre (95% dos casos) mulheres jovens, de 15 a 20 anos, excessivamente preocupadas com a aparência e mais sensíveis às influências dos padrões de beleza em vigor para firmar sua personalidade. A doença também ataca mulheres na faixa dos 30 e raramente as acima dos 40. Porém não quer dizer que a adolescente que adora estar na moda esteja sujeita a manifestar o problema.

Um dos primeiros sintomas é a perda da noção que a pessoa tem da sua imagem corporal, mesmo magra ela se vê gorda, acredita que precisa emagrecer ainda mais, e que o melhor jeito é parar de comer. Normalmente essas mulheres não acreditam que este medo de engordar possa ser sinal de alguma disfunção. A prática mostra que uma das partes mais difíceis do atendimento para tratar a anorexia nervosa é convencer a pessoa de que ela está doente.

Normalmente, essas pessoas só são levadas à tratamento quando a anorexia já está em nível elevado, ou seja, quando os sinais já são perceptíveis, quando o emagrecimento já é exagerado, aí é que os parentes (pois a pessoa não se vê tão magra) ou amigos próximos percebem que já ultrapassou o limite do normal.

A família sempre deve insistir no tratamento mesmo que a doente queira parar. O atendimento especializado é a única saída para controlar o problema antes que o corpo exija atendimento médico por causa de uma emergência.
- Sem tratamentos, a anorexia nervosa:
* Desgasta emocionalmente.
* Debilita os órgãos.
* Provoca distúrbios associados à desnutrição.
* Lesa o aparelho digestivo quando há vômitos constantes.
* Provoca arritmias cardíacas.
Nas adolescentes, os principais sinais da anorexia são o enfraquecimento, a perda de peso visível e a ausência de menstruação.

Tratamento


Reidratar o organismo, recomeçando a alimentação à base de soros e líquidos (o estômago reduzido por não comer a tempos não suporta alimentos sólidos).
Introduzir gradualmente alimentos pastosos até chegar aos sólidos.
A pessoa também vai precisar reaprender a conviver com os outros durante as refeições, entrar em supermercados, fazer compras, ir a festas, participar dos almoços com a família, enfim, voltar a lidar com o lado social da comida.
Quanto à imposição, ela só é feita em casos que já estão muito graves, com perigo de morte (arritmia cardíaca, vômitos espontâneos). Para os demais casos ela deixou de ser recomendada porque tira o paciente da vida social, o que dificulta ainda mais a sua readaptação.
A psicoterapia é muito importante para a eficácia do tratamento. Através dela a pessoa vai alterar os hábitos adquiridos e voltou a comer.
É recomendado também que a família do paciente participe de sessões de terapia familiar em grupo para auxiliar a paciente em seu ambiente.


Sintomas


Preocupação excessiva com a alimentação. A pessoa passa a maior parte do tempo pensando no medo de engordar.
Sensação intensa de culpa e uma ansiedade desproporcional por eventualmente ter saído um pouco da dieta.
As pessoas dizem que você está muito magra, suas roupas estão cada vez mais largas, mas você não se acha magra e ainda quer perder peso.
Menstruação irregular, ou não existente.
Obs: se você se identificou com um desses tipos, consulte um médico psiquiatra ou endocrinologista.
As estatísticas revelam que 90% dos pré-adolescentes com problemas de bulimia e anorexia são filhos de pais obesos ou excessivamente preocupados em emagrecer.





domingo, 30 de setembro de 2007

TRANSTORNO DE CONDUTA


Introdução

Certos comportamentos, como mentir e matar aula, podem ser observados no curso do desenvolvimento normal de crianças e adolescentes. Para diferenciar normalidade de psicopatologia, é importante verificar se esses comportamentos ocorrem esporadicamente e de modo isolado ou se constituem síndromes, representando um desvio do padrão de comportamento esperado para pessoas da mesma idade e sexo em determinada cultura.
A literatura internacional aborda o tema do comportamento anti-social sob diferentes pontos de vista, levando em conta os aspectos legais (criminologia) e psiquiátricos. Do ponto de vista legal, a delinqüência implica em comportamentos que transgridem as leis. No entanto, como nem todas as crianças ou jovens anti-sociais transgridem as leis, o termo delinqüente ficou restrito aos menores infratores (definição legal). Os atos anti-sociais relacionados aos transtornos psiquiátricos são mais abrangentes e se referem a comportamentos condenados pela sociedade, com ou sem transgressão das leis do Estado.1
Com base em critérios diagnósticos internacionais, como os da última edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-IV2), observa-se que o comportamento anti-social persistente faz parte de alguns diagnósticos psiquiátricos. O transtorno da conduta (conduct disorder) e o transtorno desafiador de oposição (oppositional defiant disorder) são categorias diagnósticas usadas para crianças e adolescentes, enquanto o transtorno de personalidade anti-social (antisocial personality disorder) aplica-se aos indivíduos com 18 anos ou mais.


O que é Transtorno de conduta?

O transtorno da conduta é um dos transtornos psiquiátricos mais freqüentes na infância e um dos maiores motivos de encaminhamento ao psiquiatra infantil. Lembramos que o transtorno da conduta não deve ser confundido com o termo "distúrbio da conduta", utilizado no Brasil de forma muito abrangente e inespecífica para nomear problemas de saúde mental que causam incômodo no ambiente familiar e/ou escolar. Por exemplo, crianças e adolescentes desobedientes, com dificuldade para aceitar regras e limites e que desafiam a autoridade de pais ou professores costumam ser encaminhados aos serviços de saúde mental devido a "distúrbios da conduta". No entanto, os jovens que apresentam tais distúrbios nem sempre preenchem critérios para a categoria diagnóstica "transtorno da conduta". Portanto, o termo "distúrbio da conduta" não é apropriado para representar diagnósticos psiquiátricos.
No Canadá, o transtorno da conduta atinge 5,5% dos indivíduos da população geral com idade entre 4-16 anos, com taxas variando de 1,8% (meninas de 4-11 anos) a 10,4% (meninos de 12-16 anos). O transtorno da conduta é mais freqüente no sexo masculino, independentemente da idade, e mais freqüente em crianças maiores (12-16 anos) comparadas às menores (4-11 anos), independentemente do sexo.


Diagnóstico

Basicamente consiste numa série de comportamentos que perturbam quem está próximo, com atividades perigosas e até mesmo ilegais. Esses jovens e crianças não se importam com os sentimentos dos outros nem apresentam sofrimento psíquico por atos moralmente reprováveis. Assim o comportamento desses pacientes apresenta maior impacto nos outros do que nos próprios. O transtorno de conduta é uma espécie de personalidade anti-social na juventude. Como a personalidade não está completa, antes dos dezoito anos não se pode dar o diagnóstico de personalidade patológica para menores, mas a correspondência que existe entre a personalidade anti-social e o transtorno de conduta é muito próxima. Certos comportamentos como mentir ou matar aula podem ocorrer em qualquer criança sem que isso signifique desvios do comportamento, contudo a partir de certos limites pode significar. Para se diferenciar o comportamento desviante do normal é necessário verificar a presença de outras características e comportamentos desviantes, a permanência deles ao longo do tempo. Além das circunstâncias em que o comportamento se dá, as companhias, o ambiente familiar, os valores e exemplos que são transmitidos devem ser avaliados para o diagnóstico. O transtorno de conduta é freqüente na infância e um dos maiores motivos de encaminhamento a psiquiatria infantil.

Curso e prognóstico

Tem sido observada uma tendência a se tratar de um problema duradouro que inicia na infância podendo chegar à idade adulta. Como é um transtorno relativamente novo não se pode afirmar cientificamente que durará a vida toda. Por enquanto tem se verificado que quanto mais precoce o início, maior a gravidade e tendência a durar ao longo da vida. Os sintomas mais leves como mentiras, falta às aulas podem preceder comportamentos mais graves como agressões físicas ou abuso de drogas. O desinteresse escolar e o próprio comportamento desviante levam ao fracasso acadêmico, tornando o futuro dessas crianças ou adolescentes mais limitado. O encontro com outras pessoas com o mesmo perfil pode ocasionar na formação de gangues, o que significa um primeiro passo na direção de atividades ilegais em grupo. Nesse caso as companhias podem precipitar as atividades delinqüentes.Alguns eventos da vida favorecem a permanência do comportamento desviante, outros o atenuam. O ambiente escolar tanto pode incentivar como inibir, dependendo de suas características. Constata-se que uma boa escola faz diferença para a educação e formação dos adolescentes e crianças. Igualmente o suporte familiar e o envolvimento afetivo. A identificação com uma pessoa de boa índole tanto pode atenuar o comportamento como precipitar e aprofundar um comportamento patológico quando o parceiro afetivo age nesse sentido.Um ciclo vicioso entre gerações é observado no ambiente anti-social do transtorno de conduta. Filhos de pais anti-sociais tendem a ser anti-sociais que por sua vez tendem a educar filhos anti-sociais perpetuando o ciclo. Não há evidências suficientes para se afirmar que esse problema seja mais genético do que ambiental, ou o contrário. Os estudo mostram influência genética, mas isso apenas não é suficiente para fazer surgir o transtorno de conduta.

Fatores associados ao comportamento anti-social

O comportamento anti-social de crianças e adolescentes tem sido atribuído a fatores constitucionais e ambientais. Historicamente, foi com o estabelecimento de clínicas vinculadas ao juizado de menores que profissionais de saúde mental puderam observar o desenvolvimento do comportamento anti-social na infância e adolescência. Ao constatar-se a grande freqüência de problemas familiares e sociais na história de vida dos delinqüentes juvenis, formulou-se a hipótese de uma reação às adversidades encontradas tanto no ambiente familiar como na comunidade.
Segundo Winnicott, quando crianças sofrem privação afetiva, manifestam-se os comportamentos anti-sociais no lar ou numa esfera mais ampla. Do ponto de vista psicodinâmico, estes comportamentos demonstram esperança em obter algo bom que foi perdido, sendo a ausência de esperança a característica básica da criança que sofreu privação. O jovem experimenta um impulso de busca do objeto, de alguém que possa encarregar-se de cuidar dele, esperando poder confiar num ambiente estável, capaz de suportar a tensão resultante do comportamento impulsivo. O ambiente é repetidamente testado em sua capacidade para suportar a agressão, tolerar o incômodo, impedir a destruição, preservando o objeto que é procurado e encontrado.
São fatores associados a comportamento anti-social na infância: ser do sexo masculino, receber cuidados maternos e paternos inadequados, viver em meio à discórdia conjugal, ser criado por pais agressivos e violentos, ter mãe com problemas de saúde mental, residir em áreas urbanas e ter nível socioeconômico baixo.
Alguns autores referem que a baixa renda associada ao comportamento anti-social da criança está relacionada à personalidade anti-social materna e à negligência por parte dos pais.De fato, pode-se supor que mães anti-sociais teriam maior dificuldade para atingir níveis de renda mais elevados, pois não manter-se-iam no emprego e teriam menor condição de manter um relacionamento estável com um marido ou companheiro que contribuísse com a renda familiar. Pais anti-sociais também são freqüentemente irresponsáveis e negligentes com seus filhos, deixando de alimentá-los adequadamente ou levá-los ao médico quando doentes. Além disso, adolescentes vivendo na pobreza e pouco valorizados pelos pais podem buscar reconhecimento pessoal e ascensão econômica através de atividades delinqüenciais grupais.
Quanto à discórdia conjugal e a problemas mentais maternos, Shaw e Emery demonstraram que o conflito entre os pais e a depressão materna estavam associados a comportamentos agressivos e anti-sociais em escolares. No entanto, é preciso considerar a contribuição da criança para a qualidade do relacionamento entre pais e filhos, pois crianças difíceis de lidar, desobedientes e agressivas favorecem a desorganização do ambiente familiar e o desequilíbrio de um relacionamento conjugal mais frágil.
Quanto ao ambiente familiar agressivo e violento, não se pode deixar de mencionar a influência da violência doméstica e do abuso físico sobre o comportamento anti-social na infância. Taxa elevada de comportamento anti-social (21%) foi observada em filhos (idade escolar) de mulheres espancadas. Em Khartoum, Sudão, crianças submetidas à punição corporal grave (corda ou vara) apresentaram mais problemas de comportamento (40,2%) que crianças punidas somente com palmadas (24,6%). Estudos que avaliaram os efeitos do abuso físico a longo prazo demonstraram que indivíduos que sofreram abuso ou negligência na infância tiveram maior probabilidade de cometer crimes. No entanto, a grande maioria das crianças que sofreram abuso (74%) ou negligência (90%) não se tornaram delinqüentes, nem cometeram crimes violentos.
Fatores genéticos e neurofisiológicos também podem estar envolvidos no desenvolvimento do comportamento anti-social. Mednik et al relataram maior taxa de criminalidade nos pais biológicos que nos pais adotivos de indivíduos com antecedentes criminais, formulando a hipótese de uma predisposição biológica para o comportamento anti-social. A influência genética é mais evidente nos casos acompanhados de hiperatividade e pode ser responsável pela maior vulnerabilidade do indivíduo aos eventos de vida e ao estresse. No entanto, o papel dos fatores genéticos no transtorno da conduta ainda precisa ser melhor esclarecido.
Finalmente, há indícios de diferenças nos fatores de risco para o comportamento anti-social segundo o sexo do indivíduo. Em levantamento populacional realizado no Canadá, envolvendo 1.651 indivíduos com 16 a 24 anos, verificou-se que além da presença de comportamentos anti-sociais antes dos 15 anos, outros fatores foram considerados de risco para comportamento anti-social na adolescência e início da vida adulta. Para os homens, foi fator de risco o fato de ter convivido na infância com pais com problemas de saúde mental (depressão, mania, episódios psicóticos), enquanto para as mulheres, destacaram-se o abuso sexual na infância e o fato de ter sido criada por pais com comportamento anti-social ou abuso de álcool/drogas.


Tratamento

Os tratamentos citados na literatura são bastante variados, incluindo intervenções junto à família e à escola (por exemplo, psicoterapia familiar e individual, orientação de pais, comunidades terapêuticas e treinamento de pais e professores em técnicas comportamentais). Apesar de nenhum deles ser muito eficaz, principalmente como intervenção isolada, quanto mais precocemente iniciados e quanto mais jovem o paciente, melhores os resultados obtidos. Salienta-se a importância das intervenções concomitantes e complementares a longo prazo.
Na faixa etária dos três aos oito anos, alguns sintomas do transtorno desafiador de oposição (por exemplo, irrita-se com facilidade, recusa-se a cumprir regras ou atender solicitações dos adultos, perturba as pessoas deliberadamente) ou do transtorno da conduta (por exemplo, fere animais, furta) costumam ser identificados, merecendo ações preventivas junto à criança e aos seus pais e professores. Muitas vezes, o foco do problema está no conflito entre pais e filhos. Outras vezes, os pais estão demasiadamente envolvidos com problemas pessoais e necessitam de apoio. Alguns pais precisam de ajuda para estabelecer limites e escolher métodos mais apropriados para educar os filhos. O contato com a escola também pode ser útil para resolver conflitos entre professores e alunos e ajudar os professores a encontrar maneiras mais adequadas de lidar com as dificuldades da criança.
Quanto mais jovem o paciente e menos graves os sintomas, maior a probabilidade do indivíduo se beneficiar de uma psicoterapia. Quando trata-se de adolescente que já cometeu delitos, observa-se maior resistência à psicoterapia, podendo ser útil o envolvimento com profissionais especializados no manejo de jovens anti-sociais através de oficinas de artes, música e esportes. Nessas oficinas, o adolescente tem a oportunidade de estabelecer vínculo afetivo com os profissionais responsáveis pelas atividades, tomando-os como modelo, além de perceber-se capaz de criar, o que favorece o desenvolvimento da auto-estima. Sempre que possível, a família dos pacientes deve ser incluída no processo terapêutico, lembrando que muitas vezes os pais necessitam de tratamento psiquiátrico (por exemplo, abuso de drogas).
O tratamento com psicofármacos faz-se necessário em algumas situações nas quais os sintomas-alvo (por exemplo, idéias paranóides associadas à agressividade, convulsões) ou outros transtornos psiquiátricos (por exemplo, TDAH, depressão) estão presentes. Recomendamos cautela no uso de neurolépticos para o tratamento da agressividade, pois os riscos podem superar os benefícios.
A hospitalização está indicada em casos de risco iminente para o paciente (por exemplo, suicídio, auto-agressão) ou para os demais (por exemplo, homicídio). Sempre que possível, optar por intervenções menos restritivas (por exemplo, hospital-dia).

sábado, 22 de setembro de 2007

DISTURBIOS MUSCULO ESQUELETICO



O osso é um tecido orgânico que muda constantemente e que desempenha várias funções. O esqueleto é o conjunto de todos os ossos do corpo. O sistema musculoesquelético é formado pelo esqueleto, pelos músculos, tendões, ligamentos e outros componentes das articulações. O esqueleto provê força, estabilidade e uma base de sustentação para que os músculos trabalhem e produzam o movimento. Os ossos também servem de escudos para proteger os delicados órgãos internos.
Os ossos possuem duas formas principais: plana (como as placas do crânio e as vértebras) e longa (como os ossos das pernas e dos braços). Entretanto, a sua estrutura interna é basicamente a mesma. A parte rígida externa é composta, em sua maioria, por proteínas como o colágeno, e por uma substância denominada hidroxiapatita. Composta principalmente de cálcio e outros minerais, a hidroxiapatita armazena grande parte do cálcio do corpo e é, em grande parte, responsável pela resistência dos ossos. A medula óssea localizada no centro de cada osso é mais mole e menos densa que o restante do osso e contém células especializadas que produzem células sangüíneas.
Vasos sangüíneos passam através dos ossos e nervos os circundam. As articulações representam o ponto de união de um ou mais ossos e a sua configuração determina o grau e a direção do possível movimento. Algumas articulações, como aquelas que se encontram entre os ossos planos do crânio (denominadas suturas) não apresentam movimento. Outras permitem uma amplitude de movimento. Por exemplo, a articulação do ombro, a qual é do tipo “bola e soquete”, permite a rotação interna e a rotação externa, além dos movimentos do membro superior para frente, para trás e para os lados.
As articulações do tipo dobradiça (gínglimos) dos cotovelos e dedos das mãos e dos pés permitem apenas os movimentos de flexão e extensão. Outros componentes das articulações proporcionam estabilidade e reduzem o risco de lesões resultantes do uso constante. As extremidades de uma articulação são recobertas por cartilagem – um tecido liso, resistente e protetor que atua como amortecedor de choques e redutor do atrito. As articulações também possuem um revestimento (membrana sinovial) que as envolve, formando uma cápsula articular. As células do tecido sinovial produzem um líquido transparente (líquido sinovial) que preenche a cápsula, reduzindo ainda mais o atrito e facilitando o movimento. Os músculos são feixes de fibras que apresentam a propriedade de contração.
Os músculos esqueléticos, responsáveis pela postura e pelos movimentos, estão unidos aos ossos e dispostos em grupos opostos em torno das articulações. Por exemplo, os músculos que flexionam o cotovelo (bíceps braquial) sofrem a oposição de músculos que estendem o cotovelo (tríceps braquial). Os tendões são cordões resistentes de tecido conjuntivo que inserem cada extremidade de um músculo ao osso. Os ligamentos são tecidos semelhantes aos tendões que circundam as articulações e conectam um osso a outro. Os ligamentos ajudam no reforço e estabilização das articulações, permitindo os movimentos somente em determinadas direções.
As bursas são sacos repletos de líquido que provêem um amortecimento extra, geralmente entre estruturas adjacentes, as quais, de outra forma, poderiam produzir atrito entre si e, conseqüentemente, acarretar desgaste e laceração, por exemplo, entre um osso e um ligamento. Os componentes de uma articulação trabalham em conjunto para facilitar um movimento equilibrado e que não cause dano. Por exemplo, quando o joelho é flexionado para montar um degrau, os músculos posteriores da coxa contraem-se e encurtam, tracionando a perna para trás e flexionando o joelho.
Ao mesmo tempo, o músculo quadríceps femoral, localizado na parte anterior da coxa relaxa, permitindo a flexão do joelho. No interior da articulação do joelho, a cartilagem e o líquido sinovial minimizam o atrito. Cinco ligamentos em torno da articulação ajudam a manter os ossos alinhados adequadamente. As bursas servem como amortecedores entre estruturas como, por exemplo, a tíbia e o tendão que se insere na patela (tendão patelar).

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

DOENÇAS CARDIOVASCULARES


As doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 40% dos óbitos em Portugal


As doenças cardiovasculares representam a principal causa de morte no nosso país e são também uma importante causa de incapacidade.
Devem-se essencialmente à acumulação de gorduras na parede dos vasos sanguíneos – aterosclerose – um fenómeno que tem início numa fase precoce da vida e progride silenciosamente durante anos, e que habitualmente já está avançado no momento em que aparecem as primeiras manifestações clínicas.
As suas consequências mais importantes – o enfarte do miocárdio, o acidente vascular cerebral e a morte – são frequentemente súbitas e inesperadas.
A maior parte das doenças cardiovasculares resulta de um estilo de vida inapropriado e de factores de risco modificáveis.
O controle dos fatores de risco é uma arma potente para a redução das complicações fatais e não fatais das doenças cardiovasculares


O que são as doenças cardiovasculares?


De um modo geral, são o conjunto de doenças que afectam o aparelho cardiovascular, designadamente o coração e os vasos sanguíneos.


Quais são os factores de risco?


A idade e a história familiar encontram-se entre as condições que aumentam o risco de uma pessoa vir a desenvolver doenças no aparelho cardiovascular. Contudo, existe um outro conjunto de factores de risco individuais sobre os quais podemos influir e modificar e que estão, sobretudo, ligados ao estilo e ao modo de vida actual.


Tabagismo


Considerado o factor de risco mais importante na União Europeia, estando relacionado a cerca de 50 por cento das causas de morte evitáveis, metade das quais devido à Aterosclerose.
Os efeitos nocivos do tabaco são cumulativos, quer no que se refere ao seu consumo diário quer ao tempo de exposição. O risco aumenta quando a exposição se inicia antes dos 15 anos de idade, em particular para as mulheres, uma vez que o tabaco reduz a protecção relativa aparentemente conferida pelos estrogénios. As mulheres que recorrem à anticoncepção oral (toma da pílula) e que fumam estão sujeitas a um maior risco de acidente cardiovascular: por exemplo, o risco de enfarte do miocárdio aumenta de seis a oito vezes.
O tabagismo é, sem dúvida, um risco cardíaco. Os fumadores de mais de um maço de cigarros por dia têm quatro vezes mais enfartes do miocárdio do que os não fumadores. Contudo, até o fumo de poucos cigarros por dia – tabagismo ligeiro – aumenta o risco de enfarte do miocárdio: o fumo de apenas um a cinco cigarros por dia aumenta o risco de 40%. Os não fumadores, quando têm enfartes, têm-nos dez anos mais tarde que os consumidores de tabaco. O tabagismo favorece o aparecimento da Angina de Peito, do Enfarte do Miocárdio e da Doença Arterial Periférica, e pode levar, inclusive, à morte. O risco de acidente vascular cerebral também aumenta nos fumadores de modo proporcional ao número de cigarros fumados por dia.
O consumo de charutos e o fumo de cachimbo também aumentam o risco de enfarte do miocárdio. O mesmo se aplica ao fumo de cigarros com filtro, fumo de cigarros "leves" e ao fumo sem inalação. Os não fumadores que vivem ou trabalham com fumadores, chamados fumadores passivos, estão também sujeitos aos malefícios do tabaco.
A cessação do hábito tabágico é isoladamente a medida preventiva mais importante para as doenças cardiovasculares.


Sedentarismo


A inactividade física é hoje reconhecida como um importante factor de risco para as doenças cardiovasculares. Embora não se compare a factores de risco como o tabagismo ou a hipertensão arterial, é importante na medida em que atinge uma percentagem muito elevada da população, incluindo adolescentes e jovens adultos.
A falta de prática regular de exercício físico moderado potencia outros factores de risco susceptíveis de provocarem doenças cardiovasculares, tais como a hipertensão arterial, a obesidade, a diabetes ou a hipercolesterolemia.


Diabetes Mellitus e obesidade


Os riscos de um acidente vascular cerebral ou do desenvolvimento de uma outra doença cardiovascular aumentam com o excesso de peso, mesmo na ausência de outros factores de risco. É particularmente perigosa uma forma de obesidade designada obesidade abdominal que se caracteriza por um excesso de gordura principal ou exclusivamente na região do abdómen. A obesidade abdominal está associada a um maior risco de desenvolvimento de diabetes e doenças cardiovasculares.


Maus hábitos alimentares


Está hoje provado que a alimentação constitui um factor na protecção da saúde e, quando desequilibrada, pode contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, entre outras. Por isso, o excesso de sal, de gorduras, de álcool e de açúcares de absorção rápida na alimentação, por um lado, e a ausência de legumes, vegetais e frutos frescos, por outro, são dois factores de risco associados às doenças cardiovasculares. Para ser saudável, a alimentação deve ser variada e polifraccionada (muitas refeições ao longo do dia).


Hipercolesterolemia


Manifesta-se quando os valores do colesterol no sangue são superiores aos níveis máximos recomendados em função do risco cardiovascular individual. O colesterol é indispensável ao organismo, quaisquer que sejam as células orgânicas que necessitem de regenerar-se, substituir-se ou desenvolver-se. No entanto, valores elevados são prejudiciais à saúde.
Há dois tipos de colesterol. O colesterol HDL (High Density Lipoproteins), designado por “bom colesterol”, é constituído por colesterol retirado da parede dos vasos sanguíneos e que é transportado até ao fígado para ser eliminado. O colesterol LDL (Low Density Lipoproteins) é denominado “mau colesterol”, porque, quando em quantidade excessiva, ao circular livremente no sangue, torna-se nocivo, acumulando-se perigosamente na parede dos vasos arteriais. Quer o excesso de colesterol LDL, quer a falta de colesterol HDL, aumentam o risco de doenças cardiovasculares, principalmente o enfarte do miocárdio.


Hipertensão Arterial


Situações em que se verificam valores de pressão arterial aumentados. Para esta caracterização, consideram-se valores de pressão arterial sistólica (“máxima”) superiores ou iguais a 140 mm Hg (milímetros de mercúrio) e/ou valores de pressão arterial diastólica (“mínima”) superiores ou iguais a 90 mm Hg. Contudo, nos doentes diabéticos, porque a aterosclerose progride mais rapidamente, considera-se haver hipertensão arterial quando os valores de pressão arterial sistólica são superiores ou iguais a 130 mm Hg e/ou os valores de pressão arterial diastólica são superiores ou iguais a 80 mm Hg.
Com frequência, apenas um dos valores surge alterado. Quando apenas os valores da “máxima” estão alterados, diz-se que o doente sofre de hipertensão arterial sistólica isolada; quando apenas os valores da “mínima” se encontram elevados, o doente sofre de hipertensão arterial diastólica. A primeira é mais frequente em idades avançadas e a segunda em idades jovens.
A hipertensão arterial está associada a um maior risco de doenças cardiovasculares, particularmente o acidente vascular cerebral.
Stress excessivo O stress é inevitável enquanto vivemos, sendo uma consequência do ritmo de vida actual. É difícil definir com exactidão o stress porque os factores diferem de pessoa para pessoa. No entanto, a sensação de descontrolo é sempre prejudicial e pode ser um sinal para abrandar o ritmo de vida.


Quais são as formas de prevenção das doenças cardiovasculares?


É possível reduzir o risco de doenças cardiovasculares através da adopção de um estilo de vida mais saudável:
*Deixe de fumar;
*Controle regularmente a sua pressão arterial, o seu nível de açúcar e gorduras no sangue;
*Tenha uma alimentação mais saudável, privilegiando o consumo de legumes, vegetais, fruta e cereais;
*Pratique exercício físico moderado com regularidade;
*A partir de uma determinada idade (50 anos para as mulheres e 40 anos para os homens) é aconselhável a realização de exames periódicos de saúde;
*A prevenção deve começar mais cedo para os indivíduos com história familiar de doença cardiovascular precoce ou morte súbita.


Quais são as doenças mais comuns?


A pressão arterial elevada, a doença das artérias coronárias e a doença cerebrovascular são exemplos de doenças cardiovasculares.
Aterosclerose: presença de certos depósitos na parede das artérias, incluindo substâncias gordas, como o colesterol e outros elementos que são transportados pela corrente sanguínea. A aterosclerose afecta artérias de grande e médio calibre, sendo a causa dos Acidentes Vasculares Cerebrais e da Doença das Artérias Coronárias. É uma doença lenta e progressiva e pode iniciar-se ainda durante a infância. Contudo, regra geral, não causa qualquer sintomatologia até aos 50/70 anos, embora possa atingir adultos jovens (30/40 anos), principalmente se forem fumadores intensivos;
Cardiopatia Isquémica: termo utilizado para descrever as doenças cardíacas provocadas por depósitos ateroscleróticos que conduzem à redução do Iúmen das artérias coronárias. O estreitamento pode causar Angina de Peito ou Enfarte de Miocárdio, se em vez de redução do Iúmen arterial se verificar obstrução total do vaso;
Doença Arterial Coronária: situação clínica em que existe estreitamento do calibre das artérias coronárias, provocando uma redução do fluxo sanguíneo no músculo cardíaco.


Como se faz o diagnóstico?


Mediante o quadro clínico apresentado pelo doente, as suas queixas, o seu historial médico, bem como os factores de risco a ele associados, o médico de família pedirá os exames médicos complementares/auxiliares, que lhe permitam fazer o diagnóstico e/ou enviar o doente para um especialista (cardiologista).
Contudo, há alguns sintomas que podem constituir sinais de alerta, principalmente em pessoas mais idosas:
Dificuldade em respirar - pode ser o indício de uma doença coronária e não apenas a consequência da má forma física, especialmente se surge quando se está em repouso ou se nos obriga a acordar durante a noite;
Angina de peito – quando, durante um esforço físico, se tem uma sensação de peso, aperto ou opressão por detrás do esterno, que por vezes se estende até ao pescoço, ao braço esquerdo ou ao dorso;
Alterações do ritmo cardíaco;
Enfarte do miocárdio - é uma das situações de urgência/emergência médica cardíaca. O sintoma mais característico é a existência de dor prolongada no peito, surgindo muitas vezes em repouso. Por vezes, é acompanhada de ansiedade, sudação, falta de força e vómitos.
Insuficiência cardíaca - surge quando o coração é incapaz de, em repouso, bombear sangue em quantidade suficiente através das artérias para os órgãos, ou, em esforço, não consegue aumentar a quantidade adicional necessária. Os sintomas mais comuns são a fadiga e uma grande debilidade, falta de ar em repouso, distensão do abdómen e pernas inchadas.


FREQUENTE UM MÉDICO CARDIOLOGISTA FREQUENTEMENTE; PRINCIPALMENTE SE SENTIR ALGUM DESSES SINTOMAS.



domingo, 12 de agosto de 2007

Câncer na Infância e Adolescência



Pediatra


Informações gerais


Quando falamos em câncer em algum parente querido, ou mesmo em apenas um conhecido, costumamos ter sentimentos profundos de dor e angústia. Imagine quando a pessoa doente é uma criança, um filho, um neto... Muitos pais se culpam, pensam que fizeram algo que pode ter provocado o aparecimento desta terrível doença, que poderia ter sido evitado de alguma maneira. A dor é imensa, sendo encarado por muitos como um castigo divino ou provação para os pais. Porque uma criança ou adolescente, com toda sua inocência e uma vida inteira pela frente, com tantos planos e esperanças que os pais depositaram nelas, é alvo de câncer? No interior das pessoas, esta doença ainda está ligada fortemente a outra palavra: a morte. Até a duas décadas atrás isto poderia ser uma grande verdade, mas isto já está começando a mudar com todos os avanços atuais que a medicina tem oferecido. E o desafio está apenas começando. De uma maneira geral, é importante ressaltar que câncer em crianças e adolescentes é evento raro. Sempre. Quando esta doença é suspeitada ou diagnosticada, as crianças e adolescentes devem ser encaminhados o mais rapidamente possível a algum centro especializado que possua todo um time multidisciplinar com experiência no tratamento de cânceres desta faixa etária. Estes centros podem garantir a oferta do melhor tratamento atualizado, cuidados de suporte e reabilitação para se ter as maiores chances de cura e qualidade de vida. Outro conceito importante é a diferença na visão geral do tratamento do câncer no jovem em relação ao adulto. Neste último, nem sempre o objetivo do tratamento é a cura, pois leva em conta a idade e o estágio do tumor e se enfatiza muito em qualidade de vida. Se para uma pessoa de 70 anos, que já construiu sua vida, 5 anos a mais de vida, podendo comer, andar e fazer coisas que lhe dão prazer podem significar o sucesso do tratamento, isto não é válido no tratamento do câncer infantil. Nestas, a cura total da doença é sempre o objetivo final. Queremos que a criança possa crescer, trabalhar e constituir família, isto é, viver toda uma vida. Isto explica porque as terapias convencionais são mais agressivas em crianças, mesmos em casos avançados de doença ao diagnóstico. Mas quando isto falha, tudo é feito para se garantir uma boa qualidade de vida a ela também.


Causas do câncer na idade jovem


As causas que levam ao aparecimento de câncer nos jovens são diferentes das nos adultos. Estão muito mais ligadas a fatores genéticos do que a exposição no ambiente a agentes carcinogênicos. Em aproximadamente 10 a 15% dos casos são reconhecidos outros casos na família, ou a criança possui alguma doença genética que confere maior propensão a determinados tipos de câncer, por exemplo, na Síndrome de Down, onde os portadores têm maior chance de desenvolver leucemia. Outros fatores que estão associados ao aparecimento de câncer nesta idade seria: exposição à radiação ionizante, vírus (Epstein-Barr), exposição intrauterina a hormônio (diethylstilbestrol).

Exames preventivos


Diferente dos adultos, não existe nenhum exame específico associado à idade que pode ser feito de rotina para se detectar precocemente o câncer na criança, na população geral. O mais importante é que toda criança seja seguida periodicamente por um pediatra, como recomenda a OMS, e que os responsáveis levem a este pediatra se suspeitarem de qualquer sinal que a criança apresente. Este profissional deve ser capaz de examinar cuidadosamente e suspeitar de câncer caso seja pertinente e então encaminhar ao centro especializado que convém, mesmo sem a certeza do diagnóstico.


Sinais de alerta


A maioria dos tumores da infância é curável, sendo que o prognóstico está fortemente ligado ao tipo de tumor, extensão da doença ao diagnóstico e eficácia do tratamento. Os sinais e sintomas dos tumores infantis envolvem manifestações comuns a outras doenças não malignas, por isso somente um exame cuidadoso e a história obtida pelo pediatra levantam a suspeita. Isto se torna mais fácil se o médico já conhece e acompanha a criança há mais tempo. Entre as manifestações mais comuns temos:


-Palidez, anemia
-Petéquias ou equimoses espontâneas, não ligadas a traumas

-Febre baixa, diária, de origem indeterminada
-Perda de peso
-Sudorese noturna
-Dor óssea ou nas juntas persistente sem história de trauma local
-Aumento persistente, progressivo e indolor de linfonodos (ínguas)
-Massa abdominal ou em tecidos moles
-Dor de cabeça com dificuldade para andar e vômitos não associados à alimentação
-Mancha brilhante dentro do olho (tipo "olho de gato")


Tipos de câncer infantil


Os tumores mais comuns da infância seguem listados abaixo:

Leucemia linfoblastica aguda
Leucemia mielocitica aguda
Tumores cerebrais: Gliomas, astrocitomas cerebelar e cerebral, meduloblastoma
Sarcoma de Ewing ou tumores de familia Ewing
Tumor de células germinativas
Linfoma de Hodgkin
Linfoma não-Hodgkin
Neuroblastoma
Câncer hepático
Osteossarcoma/Histiocitoma fibroso maligno do osso
Retinoblastoma
Rabdomiossarcoma
Tumor de Wilms
Sarcoma de tecidos moles


Tratamento


No câncer infantil, assim como nos adultos, o tratamento está baseado no uso de quimioterapia associada à cirurgia e radioterapia. O uso dessas armas vai depender do tipo e a extensão da doença ao diagnóstico. Porém, existe uma diferença crucial do tratamento de jovens em relação aos adultos: não podemos nos esquecer que estamos tratando pessoas em fase de crescimento e desenvolvimento. A radioterapia e mesmo o uso de várias drogas tóxicas ao organismo podem levar, a longo prazo, a conseqüências desastrosas para o futuro da criança como baixa altura ou até mesmo um segundo câncer. Isto torna ainda mais desafiador a luta contra o câncer e estimula a procura de novos métodos de tratamento mais eficientes e menos agressivos.

domingo, 5 de agosto de 2007

IMPOTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA


O que é atividade física?

resp.: De acordo com Marcello Montti, atividade física é definida como um conjunto de ações que um indivíduo ou grupo de pessoas pratica envolvendo gasto de energia e alterações do organismo, por meio de exercícios que envolvam movimentos corporais, com aplicação de uma ou mais aptidões físicas, além de atividades mental e social, de modo que terá como resultados os benefícios à saúde.

Qual a impotância da atividade física ao organismo?
resp.: Atividade física regular reduz substancialmente o risco de morrer de doença cardíaca coronária e diminui o risco de infarto, câncer de cólon, diabetes e pressão alta. Atividade física também ajuda a controlar o peso corporal; contribui para ossos, articulações e músculos sadios; reduz o índice de quedas em idosos; ajuda a aliviar a dor da artrite; diminui os sintomas de ansiedade e depressão; e está associada a menor número de hospitalizações, visitas médicas e medicação. Ainda mais, a atividade física não precisa ser extenuante para ser benéfica e pessoas de todas as idades obtêm benefícios ao participar regularmente de atividade física moderada por 5 ou mais dias da semana.

Como é feita a escolha da atividade física adequada?

resp.: A escolha é feita individualmente, levando-se em conta os seguintes fatores:
Preferência pessoal: o benefício da atividade só é conseguido com a prática regular da mesma, e a continuidade depende do prazer que a pessoa sente em realizá-la. Assim, não adianta indicar uma atividade que a pessoa não se sinta bem praticando.
Aptidão necessária: algumas atividades dependem de habilidades específicas. Para conseguir realizar atividades mais exigentes, a pessoa deve seguir um programa de condicionamento gradual, começando de atividades mais leves.
Risco associado à atividade: alguns tipos de exercícios podem associar-se a alguns tipos de lesão, em determinados indivíduos que já são predispostos.

Atividade física em crianças e jovens.

Nesses grupos, além de ser importante na aquisição de habilidades psicomotoras, a atividade física é importante para o desenvolvimento intelectual, favorecendo um melhor desempenho escolar e também melhor convívio social. A prática regular de exercícios pode funcionar como uma via de escape para a energia "extra normal" das crianças, ou seja, sua hiperatividade.

E como funciona a atividade física com idosos?

A falta de aptidão física e a capacidade funcional pobre são umas das principais causas de baixa qualidade de vida, nos idosos. Com o avanço da idade, há uma redução da capacidade cardiovascular, da massa muscular, da força e flexibilidade musculares, sendo que esses efeitos são exacerbados pela falta de exercício.

Atividade física durante a gestação

É necessário a todas as gestantes um trabalho corporal a cada trimestre da gestação, para facilitar a adequação às alterações que ocorrem nesse período. Uma melhor capacidade cardiorrespiratória facilita a realização das atividades domésticas; uma melhoria das condições musculares e esqueléticas ajuda na adaptação às mudanças posturais e no trabalho de parto. Além disso, é de extrema importância a auto-estima, a convivência com outras gestantes e os sentimentos de segurança e de felicidade.
As atividades físicas mais recomendadas às mulheres grávidas são:
Caminhada: é muito bom para a preparação para o parto, já que melhora a capacidade cardiorrespiratória e favorece o encaixe do bebê na bacia da mãe. O ideal é caminhar 3 vezes por semana, cerca de 30 minutos.
Natação: trabalha bastante a musculatura. Atenção: apenas algumas modalidades são liberadas durante a gestação.
Hidroginástica: são os mais indicados para as gestantes!
Alongamento: ajuda a manter a musculatura relaxada e o controle da respiração.

A falta de atividade física pode prejudicar sua saúde?

resp.:Evidências mostram que pessoas que não praticam atividades físicas definitivamente não estão ajudando sua saúde e provavelmente a estão prejudicando. Quanto mais examinamos os riscos para a saúde associados à falta de atividade física, mais convencidos ficamos que pessoas que não praticam atividade física devem começar a se exercitar.

O que precisamos ressaltar é o investimento contínuo no futuro, a partir do qual as pessoas devem buscar formas de se tornarem mais ativas no seu dia-a-dia, como subir escadas, sair para dançar, praticar atividades como jardinagem, lavagem do carro, passeios no parque. A palavra de ordem é MOVIMENTO.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Fisioterapia Preventiva na Saúde do Idoso


A Fisioterapia Preventiva, reúne um conjunto de exercícios físicos e respiratórios que ajudam controlar sintomas como insônia, ansiedade, depressão, dores articulares e musculares que podem causar um simples irritação ou profunda irritação.
Possibilita também, maior flexibilidade do corpo, coordenação, concentração, melhoria de postura, relaxamento muscular, diminuição de tensão, além de trabalhar com a melhoria da auto-estima.
Esse tipo de Fisioterapia é dividida em 3 etapas:
- alongamento
- relaxamento
- exercícios respiratório


Atuação na terceira idade

Sabe-se que o processo de envelhecimento determina uma maior probabilidade o desequilibro entre as condições de saúde e doença, aumentando a vulnerabilidade físico-funcional e a fragilidade (isso conhecido como "perdas em cascata" que agravam progressivamente o estado de saúde do idoso, levando a um colapso de funções até a morte).
A prevenção de doenças e deficiências, tanto de ordem física quanto pisíquica é conseguida atravéz da pratica de atividades físicas, quando algumas modificações atribuídas ao processo de envelhecimento podem ser retardadas também reduzindo e/ou eliminando os fatores de risco. Dentro dessa perspectiva, entre os objetivos da fisioterapia gerontológica estão:
Preservar função motora
Promover adiantamento de instalação de incapacidades decorrentes do processo de envelhecimento.
Tratamento das alterações e dos sintomas provenientes de doenças crônico-degenerativas e agudas, bem como suas possibilidades físicas e psicológicas.



Alguns recursos utilizados na FISIOTERAPIA PREVENTIVA



Cinésioterapia profilática: com exercícios físico globais e especializados, aplicados individualmente ou em grupo, visando a função da funcionalidade do idoso.
Medidas de educação para a saúde: atravéz de palestras e elaboração de folhetos, jornais ou informativos.



Análise de orientações posturais: para minimização ou correção de fatores de risco de doenças específicas.



Análise ergométrica do ambiente onde vive o idoso: para a melhoria de sua mobilidade e eliminação de riscos de queda.



A fisioterapia preventiva atua em todos os níveis da saúde, sempre buscando a manutenção ou melhoria do estado funcional, no entanto se o idoso não apresentar nenhuma patologia crônica ou qualquer disfunção que lhe impeça de realizar atividades do dia-a-dia e as atividades fisicas sem restrição específica, de preferência com seu estado físico funcional pela atividade.


A promoção da saúde ano âmbito da gerontologia representa um desafio emocionante para o fisioterapeuta, pois ela precisa ser lembrada em todos os atos, atividades e intervenções que ele pratica. Promover a saúde junto aos idosos deve tornar-se um hábito constante. Isso significa que o fisioterapeuta deve promover a saúde ao se relacionar com o idoso de forma individual, organizar ou colaborar na organização das atividades destinadas a promoção da saúde, além de colaborar com a comunidade, ajudando na identificação das necessidades dessa comunidade em relação à saúde e no desenvolvimento de estratégias destinadas a promover a saúde. O fisioterapeuta, além disso, precisa participar ativamente na elaboração das medidas de saúde pública e atuar em defesa da promoção da saúde, ainda que seja apenas a nível local.



**BIBLIOGRAFIA**


PICKLES, B.; COMPTON, A.; SIMPSON, J.; VANDEVOORT, A. Fisioterapia na Terceira Idade. São Paulo: Santos Editora, 1998.OLIVEIRA, A. L. T.; LUSTOSA, H. P. C. Programa de intervenção e reabilitação para a terceira idade: uma proposta fisioterapeutica. 2005. Monografia (Graduação em Fisioterapia) – Universidade Potiguar (UNP).


portaldoenvelhecimento.net/pforum/cppbe4.htm